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Destaques

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Um breve resumo do evento

V Seminário Big Data Brasil

O Seminário foi promovido pelo Centro de Referência em Inteligência Empresarial (CRIE/UFRJ) em parceria com o Open Data Institute (ODI-Londres) e com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro no dia 08 de novembro de 2018.

Na palestra de abertura o Vice Presidente de pesquisas do Gartner Institute, Luis Mangi, falou sobre “Cultural Hacking”. Conceito que aborda como identificar uma única área vulnerável e trabalhar a mudança cultural na organização através das pequenas coisas neste ponto. Alterando assim certos comportamentos nestas situações como a dinâmica de uma reunião onde você deve, por exemplo, terminá-la sempre com algo a se pensar para a próxima. Dentre outras atitudes que podem ser utilizadas para “quebrar” a maior barreira para a transformação de uma organização: a Cultura Organizacional.

Logo após esta palestra iniciaram os Painéis de discussão. O Painel 1 foi sobre Os Desafios da Transformação Digital. Estiveram no palco Augusto Borella (Gerente Geral de Transformação Digital da PETROBRAS), Carlos Nepomuceno (Consultor em Digital Business Transformation da CRIE) e Débora Finamore (Responsável pelo Projeto SEBRAE DIGITAL). Nele foram discutidas questões como quais os principais desafios da transformação digital, o que está dando certo e onde investir e alguns relatos de cases reais observados pelos participantes da mesa de acordo com sua respectiva abordagem profissional.

Débora Finamore destacou o papel do SEBRAE é levar a micro  e pequenas empresas a possibilidade de utilizarem as aplicações digitais. O professor Carlos Nepomuceno foi taxativo ao dizer que “Vivemos um fenômeno chamado revolução civilizacional provocada por uma mídia centralizadora. E esse é um fenômeno recorrente que acontece porque aumentamos a nossa população. Precisamos evoluir com a nossa comunicação”. O gerente geral de transformação digital da Petrobras, Augusto Borella, ressaltou a importância de grandes empresas inspirarem a inovação dentro de seus quadros de funcionários e como ele  implementa essa atitude em seu ambiente de trabalho. “Temos um programa de capacitação para que esses profissionais adquiram novas habilidades mas precisamos lembrar que na década de 90 uma habilidade adquirida tinha prazo de 30 anos e hoje tem prazo de cinco anos e em queda”.

No Painel 2 , A Quarta Revolução Industrial foi a temática de uma conversa muito esclarecedora sobre como a tecnologia da inteligência artificial pode não só facilitar o trabalho, como também criar inúmeras possibilidades de inovação nos mais diversos segmentos de mercado. Marcelo Antoniazzi (Sócio na Empresa XMACHINA) nos trouxe a experiência da utilização de um equipamento de monitoramento real time, desenvolvido em sua empresa, capaz de testar e aprovar (ou não) todo um lote de produtos químicos, através de testes realizados a cada 0,33 milissegundos (aproximadamente). Evitando toda uma cadeia onde técnicos precisavam colher amostras apenas 3 três vezes ao dia para testes de qualidade. O processo feito pelo dispositivo não apenas aumentou a qualidade dos produtos químicos como também diminuiu drasticamente os níveis de desperdício. Victor Chaves (CEO da Rio Analytics) enfatizou que o empreendedor em segmentos digitais, deve conhecer e saber utilizar as ferramentas que a inteligência artificial proporciona e o quanto isso é importante para seu crescimento no mercado. Enquanto Lelio Souza (CEO da Intelie) defendeu que estar na quarta revolução industrial é ser capaz de transformar e aplicar dados em resultados, fazendo disso inteligência competitiva.

Após o intervalo para o almoço, o evento retornou com o Painel 3, Dados a Serviço da Gestão de Recursos Públicos: Eficiência, Controle, Transparência e Compliance.

Durante o painel, falou-se muito bem sobre como  a criação de datasets de grande valor e uma oportunidade sem precedentes para geração de insights para uma melhor gestão de bens e serviços no âmbito do serviço público traz benefícios imensos na divulgação da informação ao cidadão e no auxílio aos processos de trabalho do setor público. O Coordenador de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA) Carlos Perdigão, demonstrou o aplicativo desenvolvido pela agência que permite a qualquer pessoa conhecer detalhes sobre a situação da coleta e tratamento de esgoto, do sistema produtor de água e dos mananciais que abastecem sua cidade. O MPRJ, através de sua plataforma MAPAS, presta assessoria na coleta, compilação e análise de dados, com a finalidade de gerar informações gerais e indicadores que viabilizem uma melhor atuação da instituição, seja no âmbito de sua gestão ou de atuação da atividade fim do MPRJ como destacou o Promotor de Justiça e Coordenador de Análises, Diagnósticos e Geoprocessamento do MP em Mapas, Pedro Borges Mourão.  Esta plataforma também pode ser utilizada pelo cidadão no site do MPRJ. Ele também nos demonstrou alguns lançamentos do CADG/MPRJ como a plataforma In Loco, o MPRJ+ e a ferramenta de gerenciamento ‘Dados em Tempo Real do Ministério Público’. Daniel Mattos, diretor presidente da ANCINE, também relatou a experiência da agência na dificuldade em acabar com a ideia de que a cultura (neste caso, cinematográfica) e a utilização de análise de dados são incompatíveis. Que, na verdade, a interpretação das informações obtidas através de dados é muito importante na tomada de decisões, inclusive no aporte de recursos de contribuintes para utilização em projetos da agência.

Para o Painel 4 abordou o tema Dados Abertos e contou com, Álvaro Justen (Brasil.io), que explanou muito claramente sobre a dificuldade de se obter informações através dos (ainda poucos) dados abertos disponibilizados pelo setor público. Ele ressaltou que, a maioria dos dados abertos encontrados estão em formatos de pouca estruturação e clareza. Tendo isto em vista, ele criou uma plataforma onde estes dados são capturados, organizados, "limpos" e estruturados para fácil compreensão do usuário comum (que não detém maiores conhecimentos em análise de dados), a brasil.io. Luciana Sodré, Pesquisadora da CRIE e Curadora do Seminário, explicou como compartilhar os dados reduz o esforço da coleta e acelera os resultados, permitindo novos insights na pesquisa científica. A pesquisadora deixou claro também que ceder o dado não quer dizer, necessariamente, que haverá um retorno financeiro imediato, mas eles geram redução de custos indiretos. Daniel Belchior (MPRJ), apresentou a plataforma de dados abertos do MP em Mapas e as ações do MPRJ para que elaboradores de políticas públicas, pesquisadores, jornalistas, empresários e cidadãos se apropriem desse acervo.



A palestra de encerramento Games, Dados e o Mundo real: Lições da Indústria, foi dada pelo CIO da Gazeus Games, Daniel Chada . Ele mostrou como dados e redes digitais estão por trás do sucesso da indústria de games e como ela tem muito a ensinar para outros setores produtivos. 


Agradecemos a Leonardo Lourenço pela contribuição do texto.


Links importantes:

CRIE - Cento de Referência em Inteligência Empresarial

PETROBRAS

Instituto Gartner

SEBRAE Digital

XMachina

Rio Analytics

Intelie

ANA - Agência Nacional de Águas

MPRJ em Mapas

ANCINE

Brasil.IO

Gazeus Games


Fotos do Evento